100 Anos da Maratona Moderna….

Na comemoração dos 100 anos da maratona moderna, digo que nós Maratonistas (José Nilson, Mauricio e Eu) também vamos comemorar seguindo o estilo, correndo e treinando!

  • Dorando Pietri é ajudado no final da prova. Fato que lhe custou o ouro e lhe deu toda a fama

Dia 24 de julho de 1908. Há 100 anos, a realeza britânica mudou e reformou a mais prestigiada prova das Olimpíadas: a maratona. Naquela data, o rei Eduardo 7 quis fazer um mimo para seus netos e colocou mais 2,195 km na já famosa marca de 40 km da competição.

  • Maratonistas passam pelo castelo Windsor, fato que marcou os 42,195 km

A intenção era que os atletas passassem pelo castelo de Windsor, moradia do monarca e seus descendentes. Assim, a marca de 42,195 km que fazem do etíope Haile Gebrselassie recordista da maratona atualmente é a distância do estádio de Sheperd’s Bush até a casa oficial do trono real.

  • Pietri corre no final da prova. Ele chegou a ficar rico, mas morreu esquecido

A decisão autoritária do rei durante os Jogos Olímpicos de Londres, em 1908, mudou o conceito antigo da prova, que teve origem na Antigüidade com o gesto do soldado grego que percorreu a distância entre a baía de Maratona e Atenas. Segundo relatos, a história ocorreu em 490 a.C.

Muitos anos depois, nas Olimpíadas de 1896, os organizadores dos Jogos modernos decidiram utilizá-la com o tamanho de 40 km. Quatro anos mais tarde em Paris, 1900, a distância aumentou em 260 metros. Em Saint Louis, em 1904, voltou a ter 40 km e foi com a realeza britânica que se fez a até então conhecida distância.

O centenário da marca coincide com um dos casos mais pitorescos da história das Olimpíadas. Por influência dos norte-americanos, o italiano Dorando Pietri vencedor extenuado da competição teve o ouro cassado. Tudo porque o maratonista levou um empurrão final do chefe da prova, Jack Andrews, e do famoso escritor Arthur Conan Doyle, criador do investigador Sherlock Holmes.

Com os protestos da ajuda, o norte-americano John Hayes, até então segundo colocado, virou um dos ganhadores de maratona mais desprestigiados da história das Olimpíadas. Assim como foi o italiano Stefano Baldini, em 2004, quando Vanderlei Cordeiro de Lima, atrapalhado pelo protesto de um padre irlandês, virou uma espécie de Pietri da época.

Sem ganhar uma medalha sequer por ser desqualificado da prova, Pietri ganhou mais fama do que a própria marca de 42,195 km criada pelo rei britânico no dia 24 de julho. Nascido em 1885, o italiano era um fenômeno, diziam os especialistas. Depois dos Jogos de 1908, chegou a bater o norte-americano Hayes três vezes e ganhava fama onde passava. Teve até uma premiação extra da realeza britânica por sua honra na maratona.

Ficou rico com as vitórias – chegaram a ser 17 em 22 provas disputadas em um espaço quase de um ano. Mal aconselhado, ele acabou como taxista e teve um destino trágico das suas memórias. Morto em 1942, no meio da Segunda Guerra Mundial, ele nunca teve um enterro à altura dos feitos como atleta.

No centenário da marca, os italianos relembrarão o feito do atleta com uma homenagem especial na 21ª maratona da Itália, que será só em outubro, e terá seu nome. “Pensava que os britânicos fossem os mestres do ‘fair play’. Bem, agora sei o que eles entendem desta palavra”, afirmou Pietri anos depois que os ingleses inventaram a marca e ele sofreu sua maior derrota.

Esse Blog mostra a todos que com fé,persistência e força de vontade
tudo é possível !!!

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