Existe fórmula mágica para os problemas da Corrida de São Silvestre…

Existe fórmula mágica para os problemas da Corrida de São Silvestre… 

E lá se foi mais uma São Silvestre, esta foi minha 9ª participação em uma prova mais que emblemática, participando desde 2006 acompanhei o crescimento exponencial do número de inscritos onde em 2006 eram 15.000 e hoje com seus 30.000 inscritos oficiais e ainda considerando os milhares de pipocas arrisco dizer que tínhamos pelo menos mais de 35000 pessoas na região da Paulista ontem (31/12/2015).

Mas o “day after” da São Silvestre reserva um misto de alegrias e críticas, as alegrias com relatos de satisfação, superação e pela gratidão em participar da principal e mais divulgada prova do pais, e claro a avalanche de críticas daqueles que correram e daqueles que nem sequer foram na padaria comprar pão, e críticas das mais variadas desde a demora para passar no pórtico de largada, excesso de corredores e não corredores, gargalos criados pela multidão em alguns trechos, falhas na hidratação de água e isotônico, camiseta que nunca agrada a todos enfim críticas e mais críticas.

Mas daí vem a pergunta: Existe uma formula mágica para agradar a todos em uma prova desta magnitude?

Harry Poter São Silvestre

Os sábios da montanha, vão dizer que basta ver a organização de provas realizadas fora do pais, como a Maratona de Nova York, Berlim e outras, mas convenhamos que são culturas diferentes, com leis onde um “pipoca” pode ser detido pela polícia e sem dúvidas no Brasil isso jamais será visto como crime.

 E sinceramente com empresas que mal tem competência para organizar provas de 7km com pouco mais de 1500 inscritos, com suas mazelas relacionadas a locais para retirada de kit, mudanças no regulamento há dois dias da prova, camisetas que nem para pano de chão servem, medalhas que parecem biscoitos, atrasos na largada, falta de staffs para orientar os corredores e o famoso kit “banana amaçada”, creio que as críticas quanto a organização da São Silvestre não estejam contemplando justamente sua grandeza de números em participantes e toda a estrutura envolvida.

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Nesta última edição corri com amigos blogueiros, pessoas que tem seu olhar crítico quanto a pontos relacionados a hidratação e organização e afirmo este foi o ano em que a hidratação deu e sobrou, claro que o isotônico foi no limite mas temos que considerar o “espertão” que leva uma sacolinha e enche com uns 20 saches, mas problemas como esse são extra organização e caem na questão cultural, não adianta “importar” a empresa que organiza a maratona de Nova York se a cultura por aqui é outra, os problemas vão persistir, de nada adiantou distribuir pulseiras em cores variadas para que houvesse fluidez sendo que ninguém respeitou.

O fato é que a São Silvestre se transformou em uma grande festa, quem quer correr por performance larga na frente suporta o cheiro de fezes e urina e faz seu tempo, os demais depois do MASP só vão passar no pórtico de largada depois de uns 20 minutos, e sempre foi assim nestas nove edições das quais participei, nunca me estressei com isso, pois em todas as vezes em que me inscrevi já sabia das manias e até das flatulências desta senhora de 91 anos chamada São Silvestre, em 2016 eu volto!

Sucesso Sempre !

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