Quem eu fui …

O Campeão

O campeão, assim assim foi intitulada a matéria da Revista Dieta Já de julho de 2009, e a entrevista seguiu assim…

… Assim pode ser chamado Eduardo Acácio Silva, 37 anos. O analista de banco de dados, que há três anos pesava 116 quilos, deixou para trás os três dígitos na balança, assim como os quilômetros que ele tem percorrido nas maratonas e que já lhe renderam 56 medalhas. Sim, ele se transformou num atleta ao encarar os obstáculos da obesidade. Por meio de reeducação alimentar e do prazer pelo esporte, eliminou 34 quilos e conquistou seus maiores prêmios  saúde e mais alegria de viver!

 

Eduardo Acacio

Essa rotina, somada ao sedentarismo, se manteve até os seus 34 anos. Foi quando a balança “gritou” 116 quilos. Apesar do peso, a vida familiar e profissional prosseguia normalmente, até que um belo dia… “Voltando para o trabalho, depois de um ‘almoço de pedreiro’, comecei a me sentir mal e a colega que me acompanhava reparou minha palidez. Depois veio a falta de ar que se estendeu por algum tempo. Nesse mesmo dia, ela me alertou relacionando, entre outros argumentos, as trás palavras mágicas: ‘você precisa emagrecer’!”, relata.

A largada

Segundo ele, esse foi o “estalo” para repensar a sua condição naquele momento. “Nessa hora me perguntei o que estava fazendo com a minha vida. Eu tinha uma família, esposa e filhos para criar. Eles dependiam de mim”.

Então, o que fazer? Ele resolveu “encurtar” o caminho. “Meu primeiro impulso foi procurar auxílio profissional para realizar a gastroplastia. A redução de estômago resolveria o problema”, decidiu. Mas o que ele não esperava ouvir foi dito pelo médico. “O especialista falou que jamais faria a cirurgia. Foi categórico ao dizer que eu deveria iniciar uma dieta e praticar exercícios. Indicou-me, então, um cardiologista e um endocrinologista”, conta Eduardo. “Confesso que fiquei espantado com as suas palavras, mas, ao sair da sala, me dei conta de que se tratava do médico mais profissional que havia conhecido na vida. Percebi, sobretudo, que recorrer á cirurgia é a saída mais cômoda que um obeso pode ter”, avalia.

Primeiros passos

Reconhecer que era preciso (e possível) mudar foi fundamental para iniciar o novo caminho que se apresentava diante dele. Após a consulta, percebeu que podia, sim, sair daquela condição. Mais do que isso, concluiu que o emagrecimento dependia exclusivamente do próprio esforço.

Com esse pensamento, Eduardo procurou os especialistas indicados e obteve o acompanhamento necessário. “Com o auxílio do endocrinologista, iniciei uma dieta e somente nos três primeiros meses tomei moderador de apetite. Depois desse período, continuei apenas com o cardápio recomendado. No início foi muito difícil. O almoço e o jantar eram os horários mais críticos, mas estava ciente que era preciso controlar. Pouco tempo depois me matriculei numa academia”.

Eduardo estava, na verdade, vivendo uma nova realidade. Durante esse processo, teve a sorte de contar com o apoio da família e dos amigos. Mas também havia os que não acreditavam. “Quando me diziam que eu não iria conseguir, pensava: não vou dar essa decepção para mim mesmo!”

Obeso ... Gordo ...

Pódio
Com essa motivação, ele conquistou não só a perda de peso, mas um novo estilo de vida. Com o incentivo de um amigo, ele saiu da esteira e foi para as pistas. “As corridas começaram a fazer parte da minha vida em 2006”, diz orgulhoso.

Para quem tinha dificuldade em caminhar 1 km, hoje ele tem no seu currículo de atleta 52 provas, dentre elas, duas São Silvestres e a mais recente Maratona de São Paulo, em que percorreu 42 km. Se forem somados, o total de quilômetros que Eduardo já desbravou, chega-se ao incrível número de 560 km. Para se ter uma idéia, á quase a distância entre as cidades de São Paulo e Belo Horizonte.

Além da proeza nas pistas, ele acabou influenciando as pessoas próximas. “Minha mulher também emagreceu e, assim como eu, optou por uma alimentação saudável e decidiu cuidar mais do corpo. Recentemente, trouxe um amigo que luta contra a obesidade para correr comigo. Estou sempre tentando estimular as pessoas a minha volta para que deixem a desculpa do tempo de lado e busquem uma maior qualidade de vida; é só querer”, ensina.

Só é preciso um short, uma camiseta, um tênis e a atitude de querer mudar

Hoje, sua rotina inclui os treinos na academia, que ele aproveita para fazer no intervalo de almoço do trabalho. Nos fins de semana seu destino é o Parque do Ibirapuera. A vida “parada” ficou definitivamente para trás, exceto quando olha as fotografias antes do emagrecimento. “Um dia, olhando estas fotos, minha filha Eduarda, 2 anos, perguntou: quem é este homem?”, relembra sorrindo. Ao refletir sobre sua trajetória, ele chega á seguinte conclusão: “Ter a iniciativa de emagrecer é fundamental. É importante também não se importar com o que os outros dizem e adotar uma atitude positiva para atingir sua meta. Ser magro exige paciência, porque é uma questão de tempo, mas, acima de tudo, é preciso se valorizar”, finaliza o atleta, com palavras de um verdadeiro campeão.

3 Comentários para Quem eu fui …

  • Norton Reis  says:

    Parabéns pelo seu exemplo de força de vontade.

  • claudia  says:

    Parabéns!!!

  • José Roberto  says:

    Meu que belo exemplo de vida adorei sua determinação, parabéns ae.

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